Escapadinhas que curam

A beleza dos refúgios naturais para um tempo que é de quarentena.

Difíceis são os tempos que atravessamos. Algo invisível mudou a vida das pessoas. Escolas, lojas, cafés, shoppings, tudo fechou e as pessoas vêem-se obrigadas a um isolamento social quase que forçado.

Uns perdem os empregos, outros ficam em layoff sem datas previstas e ainda há aqueles heróis sem capa que estão na linha da frente. Os dias estão longos e pesados para todo um país e o stress acumula-se sem dar tréguas. Mas enquanto tudo se transforma a natureza continua o seu ciclo de vida, a primavera chegou e brinda-nos com o que tem de melhor.

Nos próximos tempos vamos dar-te a conhecer alguns dos locais que o nosso país nos dá de presente e onde o ar puro nos enche a alma e leva o stress.
Hoje falamos-te das Serras de Valongo.

A poucos quilómetros do grande Porto e localizadas entre Valongo, Paredes e Gondomar, as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal são um conjunto montanhoso rico em paisagens magnificas. Banhadas pelo Rio Ferreira, estas apresentam  um extenso  espaço verde onde encontramos linhas e pequenas nascentes de água que são propicias a ambientes mais húmidos e a uma extensa fauna. São característicos desta zona os fetos de Valongo que pela sua raridade já são considerados espécies protegidas e também algumas variedades raras de plantas carnívoras.

Como não podia deixar de ser a flora também é riquíssima e descobrimos pelas serras espécies raríssimas de anfíbios e outros animas.

Existem também algumas minas e um tesouro arqueológico que testemunha a presença românica no passado.

Ao percorrer as serras de Valongo fazemos uma verdadeira viagem no tempo, pois além dos tesouros arqueológicos , muitos são os terrenos formados à mais de 300 milhões de anos na era câmbrica e os fósseis existentes .

Em alguns locais ainda é possível encontrar também pequenos povoamentos.

Há locais para trails (nomeadamente a Serra de Santa Justa que é palco de um trail de 30km desde 2012 e que vem tendo um número crescente de participantes de ano para ano), caminhadas, corridas, e exercícios ao ar livre .

Se explorarmos os seus vales  muitos são os recantos onde nos podemos confortavelmente sentar para descansar e apreciar o que nos rodeia.
Todos estes espaços são  verdadeiramente a cereja no topo do bolo para quem precisa de um refugio.

Aqui sem hora marcada e longe do tumulto que vai na cidade conseguimos de facto recarregar baterias.

Quando a quarentena terminar, já têm um belíssimo local para dar uma escapadinha.


Alexandra Maia

Alexandra Maia, 31 anos, estudou psicologia mas a sua grande paixão é a fotografia. Em 2019 fez um curso de fotografia para aprofundar os seus conhecimentos e faz desta paixão o seu grande hobbie, viajando de máquina ao ombro e capturando todos os momentos. Partilha todas estas experiências no seu bloque pessoal.

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