5 tecnologias do passado que ficaram esquecidas

Descobre quais as 5 tecnologias que todos utilizámos no passado e estão totalmente esquecidas!

O ano 2000 parece ter sido há tão pouco tempo e no entanto, já se passaram 20 anos. Muita coisa mudou desde então e no que diz respeito à tecnologia, esse avanço terá sido o mais significativo. Simples objetos tecnológicos que foram revolucionários no passado, hoje fazem parte apenas do nosso imaginário. Mas ainda existe quem os utilize hoje em dia.

Vamos falar-te de cinco dessas tecnologias que certamente te trarão muitas recordações (caso tenhas nascido entre os anos 80 e 90). Se nunca tiveste o prazer de conviver com estes objetos, de certeza que ouviste falar. E nada como falar com algum amigo ou familiar mais velho, que de certeza terá um deles guardado em alguma gaveta.

1. Cassete audio (K7)

Já ouviste certamente falar nelas. Foram as míticas cassetes que nos permitiram, nos anos 80 e início dos anos 90, transportar a nossa música para todo o lado.

Sabes quando estás a ouvir música no Youtube e de repente, pelo meio te aparece um anúncio publicitário? Pois é, esta “geração K7” sofreu o mesmo drama. Muitas das cassetes que transportávamos connosco continham músicas gravadas diretamente da rádio e eram raros os casos em que no início ou final da música não ouvíamos a voz do locutor ou de um anúncio publicitário. Mas isso não nos incomodava.

Íamos a casa de amigos que tinham aquelas maravilhas da tecnologia que eram os rádios com duplo leitor de cassete, onde por magia conseguíamos gravar de uma cassete para outra e assim sair de lá com mais algumas horas de música! Quando surgiram os primeiros CD’s, também estes eram gravados para uma cassete porque, bem, nem toda a gente tinha possibilidades de comprar um leitor de CD.

A gravação de uma cassete fazia-se em tempo real, não havia cá velocidades de gravação nem transferência de dados. Tínhamos que esperar, mas quem se ralava? E quem nunca rebobinou uma cassete com um lápis ou uma caneta? A música nessa altura não era apenas um prazer, mas também uma forma de diversão!

Hoje em dia já não as vemos, mas na realidade ainda existem empresas que as fabricam e nos últimos anos a procura tem subido. Há semelhança do que acontece com o vinil, existem também os puristas da cassete e as vendas tiveram um aumento na ordem dos 100%.

2. VHS (Video Cassete)

Muito antes da Netflix, quando queríamos ver um filme, o mais provável era dirigir-nos a um Clube de Vídeo e alugar uma Cassete de Vídeo com o nosso filme preferido. Tal como o nome indica, estávamos perante uma cassete com uma fita magnética enrolada no interior que continha a tão desejada novidade cinematográfica.

O formato mais comum era o VHS que ganhou a batalha contra outros formatos concorrentes (semelhante ao que assistimos entre o HD-DVD e o Bluray, ganhando este último). A qualidade de imagem era o que hoje poderíamos chamar de “qualidade de batata”, mas na altura era o melhor que havia. Quase todas as casas tinham um leitor de cassetes de vídeo e as mesmas abundavam. Todos os casamentos, batizados, etc. tinham o seu lugar cativo numa cassete que ocupava a estante dos livros, dado o seu formato e tamanho.

O aluguer de cassetes (e mais tarde de DVD) deu lugar a um mercado milionário. Abundavam os clubes de vídeo e surgiram cadeias mundiais como o exemplo da famosa Blockbuster que faliu em 2010 (existe apenas uma loja aberta no mundo, numa vila do Alaska onde a internet ainda não se massificou). Os alugueres eram de 24 ou 48 horas e tínhamos que cumprir com o prazo de entrega caso contrário pagavamos uma multa. Em muitos casos, também havia multa para quem não devolvesse a cassete de vídeo rebobinada! Parece estranho, certo?

3. Walkman

Muito antes de toda a gente passar a ouvir música na rua com os seus iPods, leitores de MP3 ou mais recentemente com os smartphones, surgiu uma verdadeira revolução tecnológica no áudio portátil e isso deveu-se ao Walkman da Sony, o pai da “música portátil”.

Numa altura em que as cassetes de áudio eram moda, a Sony viu aqui uma oportunidade de negócio ao produzir e comercializar um produto que permitia ouvir essas mesmas cassetes em qualquer parte, através de uns auscultadores. Começava uma verdadeira revolução.

Estima-se que tenham sido vendidas cerca de 400 milhões de unidades em todo o mundo. Qualquer jovem cool tinha o seu Walkman e desfilava pela rua ao som da sua música preferida, transportando-o preso à cintura e exibindo-o como se fosse um troféu. Sinal de estilo no início dos anos 90 era isto!

4. Pager

Sabes aquele aparelho que tens sempre contigo e quando deixas ficar em casa parece que o teu mundo desabou? Sentes-te como se de repente vivesses numa ilha deserta e à tua volta só visses árvores e nem um sinal de vida? Sim, falo do teu telemóvel. Pois bem, vamos contar-te um segredo, mas tens que jurar não dizer a mais ninguém, combinado? Então aqui vai: ele nem sempre existiu!

Antes dos telemóveis, existia esta “coisa” – o Pager. Mais virado para um uso profissional (ainda hoje o vemos bastante nas séries médicas que o popularizaram). O Pager (ou beeper) servia apenas para receber mensagens, ao estilo dos atuais SMS. Era uma forma de comunicação unilateral, apenas servia para receber e não para enviar (ou responder). Era habitual durante os anos 80 e 90 ver os adolescentes com estes aparelhos, que à semelhança do Walkman, eram colocados à cintura e orgulhosamente “passeados” entre os pares.

5. Disquete

Antes das pendrives, discos externos, armazenamento na cloud e mesmo os próprios CD’s, as disquetes eram a forma mais comum de transportar informação de um computador para outro. O seu tamanho variou ao longo do tempo, mas as mais comuns eram as de 3.5 polegadas que tinham uns “incríveis” 1.44mb de armazenamento! Na altura, este espaço era mais que suficiente para a maioria das necessidades dos utilizadores, mas esse também foi um dos problemas que ditou o fim desta tecnologia.

Com a crescente popularidade do digital, os ficheiros começaram a requerer cada vez mais espaço e estes meros 1.44mb deixaram de ser suficientes. Mas a disquete tornou-se um ícone da informática e o mercado estava inundado delas. Recordo-me perfeitamente de ser preciso mais de 20 disquetes para poder instalar um simples jogo. Imaginam o tempo que era necessário e a trabalheira de estar constantemente a retirar e a pôr disquetes no computador? Uma experiência interessante.

Há muitas mais tecnologias do passado sobre as quais poderíamos falar. Talvez num próximo artigo exploremos um pouco mais a nossa história e criemos mais nostalgia entre os leitores da Blogazine!

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Imagens: Unsplash, Freepik, Pixabay, FreeImages e Unsplash

César Neves

Mais um igual aos outros. Tanto tem de bom moço como de mau feitio (se não acreditam, perguntem à esposa). Deixou crescer a barba para parecer mais velho mas apenas o confundem com o Rui Unas. Workaholic por excelência, dorme pouco e mal e adora comer.

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