5 Instrumentos de brincadeira económicos e educativos

Na hora de comprar brinquedos a variedade é mais do que muita. Elegemos 5 brincadeiras económicas, educativas e divertidas. 

Quando pensamos em comprar um brinquedo para oferecer ou para os nossos filhos, ficamos baralhados com tanta oferta e, muitas das vezes, compramos por impulso um brinquedo caro e com pouca utilidade porque a publicidade ou o seu aspeto atraente nos leva a isso. 

É importante ponderar sempre a utilidade, o seu valor, em que contribui para o desenvolvimento da criança e se esta se vai sentir feliz com o mesmo. 

Para te facilitar a vida, deixamos 5 sugestões de brincadeiras que podes fazer em casa:

Jogo construido com Lego

1. Legos/blocos

Um brinquedo super versátil e extremamente educativo. Com ele as crianças conseguem melhorar a sua motricidade, a coordenação óculo-manual e inúmeros aspetos matemáticos (cores, formas, noção de número, noção espacial).

Com eles podemos também dar asas à nossa imaginação e criar jogos, gincanas e até situações de jogo simbólico (o chamado faz de conta). Se a criança ainda não tem nenhum, opta por não lhe limitar a imaginação e compra os básicos, sem bonecos, só os blocos. Podemos encontrá-los em todas as superfícies comerciais, adequados desde 1 ano de idade.

Toys R Us, desde 16,99€

Pista de carros em madeira

2. Pista de carros de madeira ou casinha de madeira

Escolhemos dois objetos de madeira, não por ser menino ou menina (existem brinquedos de meninos e meninas?) mas por serem de madeira. São materiais ecológicos que são sensorialmente ricos e são para as crianças o que um brinquedo deve ser: um veículo para a imaginação. E ainda são mais duradouros e seguros (quando partem não se transformam em 1000 peças pequenas e perigosas).

As pistas são muito interessantes, uma vez que existe a possibilidade de comprar a base e depois adicionar elementos infinitamente, desenvolvendo noções do conhecimento do mundo (transportes, educação rodoviária,…) e tendo a possibilidade de desenvolver o jogo simbólico. 

O facto dos carros se ligarem por ímans, trabalham também noções básicas do conhecimento do mundo (quem se lembra das experiências com ímans na escola?) (IKEA, 9,99€).

A casinha, embora mais dispendiosa, pode servir de estante mas também de local para desenvolver o jogo simbólico de uma forma muito interessante. Adicionando peças e bonecas pequenas podemos recriar ambientes familiares.

IKEA, 29,99€

Puzzle de chão

3. Puzzles/jogos de encaixe 

Desenvolvem inúmeras partes do cérebro (como competências lógicas) e temos para todas as idades e de todos os valores. Simples ou com imagens dos heróis das crianças, no caso dos puzzles, e com as mais diversas formas e conteúdos no caso dos jogos de encaixe.

Podemos também fazer puzzles em casa cortando uma cartolina com uma imagem em quadrados, baralhando e construindo a imagem inicial.

Pom Pom, 8,95€

Exercício de motricidade fina com recurso à pinça

4. Pinça 

Podemos comprar uma adequada ao tamanho das mãos das crianças e de madeira ou podemos utilizar uma plástica que tenhamos em casa, desde que permita a mobilidade de elementos de forma precisa.

É uma forma de desenvolver a motricidade fina (a que temos de ter desenvolvida para conseguir escrever) sem recorrer às fichas tradicionais.

Bosque Feliz, 4,10€

Colorir com Lápis

5. Lápis para colorir

Os lápis são um instrumento fantástico. Cada vez mais em desuso devido aos avanços tecnológicos e à influência que têm no nosso mundo e no mundo das crianças, estamos a esquecer-nos da magia de escrever num papel com a nossa letra, o nosso cunho pessoal de forma única, pessoal e intransmissível.

Os lápis, para além de desenvolverem a motricidade fina, permitem dar-nos asas à imaginação e exprimir-nos através da arte. Ainda hoje os desenhos infantis são objeto de estudo por parte dos psicólogos e dizem muito de uma criança. Podemos comprar desde os tradicionais até aos mais ecológicos. Convém adequar o tamanho dos lápis ao tamanho da mão da criança.

Bosque Feliz, 16,50€

Seja qual for a brincadeira, o segredo é deixar explorar ao máximo e deixar que a criança seja criativa. 

Patrícia Paulo

Educadora de Infância e Mãe de dois. Alia a experiência à formação e partilha o seu conhecimento com pais e profissionais. Utiliza a escrita como forma de os ajudar a tomar decisões e executar ações conscientes e informadas no âmbito da educação. Autora da página Le Petit Vi

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