7 Livros para refletir sobre o racismo

Ler é educarmo-nos. Em tempos de luta por igualdade de direitos, a Blogazine traz sete livros para refletir sobre o racismo.

O mundo enfrenta uma onda de protestos e manifestações contra o racismo a favor dos direitos e igualdade. Atravessamos uma fase em que é necessário parar para pensar no que está a acontecer e na forma como agimos. Para ajudar a entender estes tempos, sugerimos a leitura de sete livros que abordam as temáticas racismo e Black Lives Matter.

1. Esse Cabelo, Djaimilia Pereira de Almeida

Esse Cabelo conta a história de uma menina que chega a Lisboa com três anos, vinda de Luanda e  das origens do seu cabelo crespo, cruzamento das vidas de um comerciante português no Congo, de um pescador albino de M’banza Kongo, de católicas anciãs de Seia, de cristãos-novos maçons de Castelo Branco – uma família que descreveu o caminho entre Portugal e Angola ao longo de quatro gerações com um à-vontade de passageiro frequente. Ao mesmo tempo, é a história indireta da relação entre vários continentes.

2. As Serviçais, Kathryn Stockett

As Serviçais retrata a vida de três personagens: Skeeter, Aibilleen e Minny, nos Estados Unidos da América dos anos 60. Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi, e a sua mãe só irá descansar quando vir a filhar casada. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças e quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny é a mulher com a língua mais afiada do Mississippi, é uma excelente cozinheira, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego, até encontrar uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens vão cruzar-se e começar um projeto que mudará não só a sua cidade, como também as vidas de todas as mulheres, criadas e patroas, que a habitam.

3. O Ódio que Semeias, Angie Thomas

O Ódio que Semeias é um romance juvenil inspirado pelo movimento Black Lives Matter. A personagem principal, Starr, tem 16 anos e move-se entre dois mundos. De um lado tem o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela. Por outro, a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando a rapariga se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra o seu melhor amigo, Khalil. A partir deste momento, Starr começa a receber ameaças de morte e tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.

4. Mataram a Cotovia, Harper Lee

Este livro decorre durante a Grade Depressão, numa cidade imaginária do Alabama: Maycomb.  Fala do crescimento de Scout, uma rapariga rebelde e irónicoa, numa sociedade racista. A personagem é criada com o irmão, Jem, e pelo seu pai viúvo, Atticus Finch. Este é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito.
Atticus vive de acordo com as suas convicções e concorda defender Tom Robinson, um dos habitantes negros da cidade, quando uma acusação de violação de uma jovem branca é lançada contra este.  Atticus oferece uma interpretação plausível das provas e prepara-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell, o acusador, tenta punir o advogado de um modo brutal. Entretanto, os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de medos, centrado em Boo Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa vizinha.

5. Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie

Ifemelu e Obinze apaixonam-se, ainda em adolescentes. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.
Ifemelu é uma jovem bela e ousada, que vai estudar para os Estados Unidos deixando para trás o país, a família e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível. Já Obinze é introvertido e meigo e planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.
Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu também vingou, como autora de um blogue de culto. Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. E quando decide regressar à Nigéria, Ifemelu terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e encontrar o seu lugar num país muito diferente do que guardou na memória.

6. Becoming, Michelle Obama

Becoming é uma viagem pelas memórias de Michelle Obama. A antiga Primeira Dama americana convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram. Desde a infância na zona sul de Chicago, passando pelos anos como executiva, equilibrando as exigências da maternidade e o trabalho, até ao tempo passado na Casa Branca. Terno, sábio e revelador, Becoming é um relato íntimo de uma mulher de alma e substância que desafiou constantemente as expectativas e cuja história nos inspira a fazer o mesmo.

7. A Cor Púrpura, Alice Walker

A Cor Púrpura aborda temas como a violência doméstica a que estavam sujeitas as mulheres negras no início do século XX, a relação dos negros com o seu passado de escravatura, e a busca espiritual num mundo cruel e sem sentido. É um livro bastante atual e que nos leva a refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, numa sociedade marcada pelas desigualdades de géneros, etnias e classes sociais.

Já leste algum destes livros? Que outros aconcelhas?

Imagens: Wook, Fnac

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