Stieg Larsson

Escritor, jornalista, investigador e ativista pela democracia e liberdade de expressão, Stieg Larsson colocou a literatura sueca nas bocas do mundo

Stieg Larsson foi o criador dos livros que puseram a literatura sueca nas bocas do mundo: a Saga Millennium. Infelizmente, o autor não pôde ver nem desfrutar do sucesso das suas obras, tendo falecido aos 50 anos, me novembro de 2004, vítima de ataque cardíaco, depois de uma vida a lutar por causas nobres.

A luta pela democracia e liberdade de expressão

Stieg Larsson cresceu em Skelleftehamn, no norte da Suécia, com os avós. O avô, Sverin Boström, era antifascista e, durante a II Guerra Mundial, esteve preso num campo de trabalhos forçados. Tal acontecimento marcou o escritor, levando-o a dedicar a sua vida a lutar pela democracia e liberdade de expressão, ao ponto de receber várias ameaças de morte.

Larsson foi um dos mais influentes jornalistas suecos. Trabalhou na agência de notícias TT e, em 1995, fundou a revista Expo, que combatia as extrema-direita na Suécia e serviu de inspiração para a revista Millennium, da série homónima. Com o ativismo nos genes, não se limitou a peças jornalísticas simples e, entre os vários trabalhos realizados, salienta-se a investigação sobre o homicídio de Olaf Palme, primeiro ministro sueco e crítico do regime do apartheid na África do Sul. Stieg chegou a enviar para a polícia material que associava o assassino a Bertil Wedir, um ex-militar sueco que, segundo o Larsson, tinha ligações com os serviços secretos da África do Sul.

O escritor e jornalista escreveu, também, um livro, em 1991, como resultado de uma pesquisa da evolução dos movimentos de extrema-direita na Suécia, intitulado de Extremhögern. Este fez com que ficasse na mira dos simpatizantes nazis e, até ao fim dos seus dias, recebesse inúmeras ameaças de morte.

A origem da série Millennium

Em adolescente, Larsson assistiu à violação de uma mulher, por parte de um grupo de rapazes, o que fez com que, para além da defesa da democracia e liberdade de expressão, travasse uma luta contra a discriminação e a violência sobre as mulheres. Todos os seus ideais de defesa dos direitos humanos, deram mote aos temas para a série Millennium, que, segundo a sua companheira, Eva Gabrielsson, eram uma questão de interesses pessoais e não de agenda informativa.

No que respeita a uma das personagens principais dos livros, Lisbeth Salander, a base para a sua criação foi a personagem infantil Pipi das Meias Altas e como ela seria se fosse uma jovem mulher. Mas a rapariga também partilha os ideais do seu criador, tal como Mikael Blomkvist, que era um investigador nato.

Já leste a série Millennium? Conhecias a história deste autor?

Imagens: Wook, SVT Nyheter

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