Detetive por um dia

Na idade dos porquês? Vamos brincar a ser detetives por um dia!

Sabemos que a curiosidade nas crianças é algo inato e que parece não ter fim. A idade dos porquês chega primeiro em gestos, depois em palavras e, se querem saber, é um bom sinal. Ser curioso significa que existe sede de aprender e, quando esta curiosidade chega, cabe-nos a nós dar as ferramentas certas para que a criança absorva toda a informação que busca.

Preparámos então um dia de detetive, onde a criança pode explorar um tema que lhe interesse: um animal, um flor, carros, ferramentas lá de casa ou até mesmo a cozinha. Todos os temas são válidos, desde que do interesse da criança.

O primeiro passo é perceber um tema que suscite curiosidade ao teu filho e preparar tudo o que sabemos e temos sobre isso.

Partimos do princípio que o tema será sobre os médicos. 

Devemos então reunir o que temos em casa sobre ele: livros, objetos, fotografias de idas ao médico, todos os pormenores irão ajudar a que a busca seja mais completa.

Depois podemos também preparar imagens, histórias ou outros recursos virtuais ou físicos para completar o que já temos.

Por fim arranjar uma lupa para o nosso detetive e uma tabela onde esteja escrito: tema, o que já sei, o que quero saber, como posso descobrir, o que aprendi.

Esta tabela será para futuro registo do que se vai descobrir e esse registo pode ser em forma de desenho, de palavras, de imagens recortadas ou frases escritas. Tudo dependerá da preferência e da idade da criança.

No dia D, podemos oferecer uma lupa à criança e desafiá-la a saber mais sobre o tema (médicos como exemplo).

Podemos inicialmente perguntar/ registar o que ela já sabe sobre os médicos e partir daí. No início, quando a criança não está habituada a fazer este exercício, é normal que “bloquei” e precise das tuas sugestões e ajuda. 

Ao longo deste dia de descoberta podem escolher explorar materiais associados à profissão como estetoscópios, batas brancas, descobrir como funcionam os termómetros lá de casa e explicar a importância, bem como o perigo da toma de medicamentos.

Podem também explorar histórias/livros em que se aborde o medo dos médicos (caso faça sentido na vossa realidade) ou o funcionamento do corpo humano. 

É também uma oportunidade para nós, adicionar um subtema que consideramos importante. Neste caso poderíamos falar da importância da alimentação equilibrada para que o corpo funcione de forma saudável e como uma “farmácia” natural, evitando as idas aos médicos. 

Depois de exploradas todas as informações disponíveis podem, por exemplo, criar um espaço médico em casa, com objetos desenhados ou construídos que lhe permitam ser médicos quando eles desejarem. 

Por fim, é hora de sintetizar o que foi feito, realizando o registo de cada passo e consolidando informações importantes. A tabela pode ficar afixada ou num local acessível para que a consultem sempre que necessário.

Vamos transformar o teu filho num detetive por um dia? 

Patrícia Paulo

Educadora de Infância e Mãe de dois. Alia a experiência à formação e partilha o seu conhecimento com pais e profissionais. Utiliza a escrita como forma de os ajudar a tomar decisões e executar ações conscientes e informadas no âmbito da educação. Autora da página Le Petit Vi

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